Relacionamentos inter-musicais

Homens na cozinha
Ellen DeGeneres e a namorada: Vocês estão convidadas para a Parada Gay de São Paulo
A parada do orgulho hetero
A Claudia Leitte é muito bonita, mas não consigo ouvir suas músicas. Quem sabe pessoalmente... A foto é de Celso Junior

A Claudia Leitte é muito bonita, mas não consigo ouvir suas músicas. Quem sabe pessoalmente... A foto é de Celso Junior

A Claudia Leitte é muito bonita, mas não consigo ouvir suas músicas. Quem sabe pessoalmente... A foto é de Celso Junior

Ando pensando sobre esse assunto há muito tempo, mas nunca falei nada a respeito porque sempre tive medo de soar preconceituoso. Hoje resolvi deixar o pensamento politicamente correto de lado (até parece, como se algum dia ele já tivesse dado as caras por aqui…) e assumir que há poucas coisas mais importantes para o sucesso de um relacionamento do que uma certa identidade musical entre as partes envolvidas.

Sei que a ideia soa meio radical e talvez ela faça sentido apenas para pessoas exatamente como eu, fanáticas por música. Talvez gente como eu seja uma minoria. Acho que somos mesmo, até porque a maioria das pessoas é da ‘tribo dos neutros’, ou seja, não está nem aí para o que está tocando nos alto-falantes, desde que seja alguma coisa divertida e animada. No entanto, para nós, viciados em harmonias, melodias e notas musicais, se relacionar com uma pessoa de gosto muito diferente nessa área pode ser uma experiência dolorosa.

Vamos aos exemplos, se você acha que isso é uma grande besteira. Antes de tudo, é bom dizer que me considero uma pessoa de gosto, digamos, bastante eclético. Gosto de heavy metal, mas também sou apaixonado por jazz. Adoro uma canção pop bem feita como as de Lady Gaga, mas acho o paraíso ouvir as Variações Goldberg tocadas por Glenn Gould.

Resumindo: gosto de músicas boas ou, pelo menos, aquelas que considero boas. O que vou dizer agora é uma questão de gosto pessoal e, por favor, não se ofenda se você é fã desse estilo. Mas é que não consigo permanecer muito tempo em um ambiente ouvindo axé, música sertaneja ou pagode. Desculpe, é mais forte que eu. Outro dia eu passei quatro horas numa festa junina ouvindo forró e tendo que aguentar um concurso de mães dançando ‘Macarena’. Já vi gente ser canonizada por muito menos.

Pois aí que está a questão: será que eu conseguiria namorar uma garota country? Não. “Mas e se a Gisele Bündchen adorasse sertanejo, você ia dispensar?”, perguntaria alguém maldoso, ansioso em questionar minha masculinidade ou pôr abaixo a minha teoria. Minha resposta seria simples: eu até a namoraria durante um tempo, mas ou ela mudava de gosto ou o namoro ia acabar mais rápido do que você pode dizer Chitãozinho-e-Xororó-ao-vivo-em-Jaguariúna.

Por outro lado, nunca pediria a uma garota que odeia heavy metal para me acompanhar a um show do Metallica. Tenho bom senso e sei que rock pesado incomoda quem não está acostumado. Tudo bem, eu iria sozinho. Eu só não ia gostar de uma namorada que não acatassse meu gosto e me proibisse de ir ao show. Acho que seria muita falta de respeito. “Mas e se a Gisele Bündchen pedisse para você não ir?”, perguntaria meu inimigo. Bom, aí eu teria que pensar. Mas peraí, quem disse que a Gisele não tem bom gosto?

37 Comentários

  1. Fabiano disse:

    Boa Felipe! Concordo plenamente com o que você escreveu.

    • Yuri disse:

      Finalmente alguém que me entende!!!! É isso ai cara!! Impossível mudarmos preferencias (quando sinceras) ou compartilharmos aquilo que não gostamos.

  2. clóvis disse:

    Pense: Jaguariúna. Evento: Rodeio. Programa: show do Chuck Berry? Aconteceu e eu fui. Tinha que ver o criador do rock, mesmo que fosse num festa de peão. O programa foi hilário e inesquecível. Detalhe: após o rodeio, só tinha motoqueiro e rockabilly na platéia. Esse program poderia enganar a namorada sertaneja, não?

  3. Beatlemaníaco disse:

    Ótimo post, Felipe. Vejo que você escolheu as palavras e pediu antecipadamente desculpas diversas vezes, para que não ocorram melindres entre seus leitores.

    O texto é excelente para reflexão, não apenas sobre gostos musicais, mas também sobre nossa própria capacidade de aceitar que os outros podem ter gostos diferentes e que, muitas vezes, esse(s) outro(s) pode(m), sim, gostar de lixo (e por que não? Como se diz, estamos em uma democracia hehe).

    1) Além de axé, pagode e sertanejo, faltou citar o funk, que me parece o estilo de música mais baixo que existe. Mais baixo musicalmente -aliás, sequer existe nesse campo- e também quanto aos costumes e modos dos que o “curtem”. Não por acaso, é o estilo musical favorito dos traficantes (com o perdão da colocação nada politicamente correta).

    2) Creio que o problema não está, em si, no axé, no sertanejo e no pagode, mas em que esses estilos de música hoje são dominados por uma visão comercial. O verdadeiro sertanejo, a música caipira ou de raiz, como é conhecida, vem sendo progressivamente destruída por duplas estapafúrdias, que em geral só sabem gritar, tremular a voz de maneira ridicula, tentando causar sensação em seus ouvintes. Ou seja: é o cafona, o kitsch em ação.

    Um dos objetivos do cafona/kitsch (ou simplesmente MAU GOSTO) é tentar causar sensação. Sempre que alguém tenta, na arte, provocar sensação ou emoção, ao invés de simplesmente fazer sua parte, ou melhor, sua arte, fatalmente cai na cafonice. E é o que esses “estilos musicais” fáceis, sem elaboração alguma, são: cafonas.

    Sobre o axé, enquanto estava restrita a Salvador, até que tinha algo mais. Mas bastou a indústria fonográfica torná-la outro modismo, para virar o lixo que conhecemos, acompanhada de dancinhas e outras idiotices sem-noção (hehe).

    Portanto, me parece que uma pessoa que tenha tido educação musical básica, ou seja, que saiba dizer do-re-mi-fa-sol-la-si e que saiba apreciar boa música (seja Bach, Vivaldi ou Beatles, ou Geraldo Vandré ou Chico Buarque; ou Metallica ou Led Zepellin…todas essas têm sua hora, SIM), sabe que ficar diante de música comercial realmente é dose. E aí vai um questionamento nada politicamente correto: Como aceitar que uma pessoa inteligente e sensível possa gostar de porcaria? Esse é o ponto.

    Veja, não acho que só os iguais devam estar juntos, muito ao contrário. Mas uma vez, me perdoe a confissão e -sei que dirão que sou metido, arrogante etc. etc-, namorei uma garota que lia “Pássaros feridos”, enquanto eu lia Shakespeare, Onetti etc. O que aconteceu? Continuamos namorando. E ela desistiu de ler “Pássaros feridos” e passou a ler Shakespeare, Dostoiévski, Neruda… (HAHAHAHA).

    Beatles forever

    • Palavra de Homem disse:

      Oi Beatlemaníaco,

      em relação a gosto musical, só posso concordar com alguém cujo apelido é ‘beatlemaníaco’. Eu iria mais longe, até fazendo uma mea-culpa: tenho certeza de que há boas canções sertanejas. Também sei que há bons pagodes, sambas e forrós, dentro de suas respectivas métricas musicais. O único problema é que não gosto do tipo de harmonia e ritmo que envolve esses estilos. Estou sendo sincero; não é uma questão de ‘crítica musical’, aqui estou falando como consumidor mesmo. Também concordo que o modismo cria diversos monstros, antes limitados por suas atuações regionais/estilísticas. É mais ou menos como o rock; um pagodeiro tem todo o direito de não gostar dos Beatles quando ouve uma música do Restart. Mas o bom senso diz outra coisa… Abs, F.

      • Monica disse:

        Há quem diga que Restart é uma versão moderna de Beatles.

        Entendam…não quero causar intriga e não ouço Restart.

        =D

        • Palavra de Homem disse:

          Oi Monica,

          não acredita em quem diz isso. Restart NÃO é a versão moderna de Beatles. No máximo, dos Monkees. Bjs! F.

      • Beatlemaníaco disse:

        Felipe, você citou forró. Existem músicas fantásticas nesse gênero musical, como as criadas por Luis Gonzaga, Humberto Teixeira. Outro grande compositor/cantor é Jackson do Pandeiro, que influenciou meio mundo na MPB.

        Particularmente, gosto de ouvir as músicas dos citados, mas em ocasiões pontuais. Em primeiro lugar porque exploraram o que havia de melhor em seu gênero. Já axé e sertanojo (hehe), para mim é lixo, sem tirar nem por. Quem escuta isso aí, se teve acesso a cultura e educação mínimas, com perdão do julgamento, é maria-vai-com-as-outras -ou seja, ouve por ‘contágio’- ou tem gosto ruim mesmo. E em muitos desses casos, nem Beatles salva.

        Beatles forever

  4. Marion disse:

    Oi Felipe!

    Eu sou louca por música, não sei viver sem música. Digo que minha vida tem trilha sonora e se não tivesse seria muito chata.
    Música para mim é importante, também não consigo ficar em um ambiente onde esteja tocando algo que eu abomino. Sou do tipo chatinha com música sabe? Implico com regravações de músicas que eu gosto, sofro quando vejo música de péssima qualidade fazendo sucesso, meus LPs e CDs são meu tesouro e por aí vai.
    E acho também acho mais fácil um casal dar certo tendo um gosto musical parecido.
    E nunca deixaria de curtir um tipo de música apenas porque o meu par não curte. No meu gosto musical ninguém interfere. 🙂

    Beijos

  5. MAJOR disse:

    Meu amigo, ja abandonei muita namorada doente pra ir em show de Heavy Metal… vai entender, ne?

    • Palavra de Homem disse:

      Oi Major,

      tenho certeza de que os shows eram todos muito bons. Mas abandonar a namorada doente… 🙂 Abs, F.

  6. Jugg disse:

    sei não… como pode alguém gostar da rádio mpb fm e seu par gostar da… nativa fm (uma rádio q toca um som bastante duvidoso aqui na terra do faz de conta)? perdoe o trocadilho, mas é questão de sintonia, ou, nesse caso de ‘desintonia’ entre o casal. resumindo: uma furada. a não ser que o que tenha motivado o início deste relacionamento não tenha sido a afinidade intelectual, a admiração mútua, e sim, somente a atração física. aí, meu caro, aguenta!
    ah, valeu a dica do blog de gastronomia, é sempre bom ler, ouvir, ver coisas boas, úteis e belas. até!

  7. Fábio Azevedo disse:

    Por José Barbosa Junior

    Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…
    Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Sivuca, Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…
    E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melodias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…
    Ah! Nordestinos…
    Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!
    Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!
    Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário… coisa da melhor qualidade!

  8. tati disse:

    Eu ja deixei de namorar por causa de gosto musical sim.
    Nao acho que o namorado precisa ter o mesmissimo gosto musical, eu diria so’ 97,35% rs..

    Seria um parto ouvir axe, pagodao e diversas vertentes musicais (+)universitarias (e universitario e’ estilo???) e fazer cara de paisagem…

    Se tem um programinha gostoso pra ir junto ‘e show de rock, curtir musica junto ‘e um dos meus momentos preferidos e eu nao abro mao.

    Outro dia na minha classe um amigo da Espanha lancou um comentario preconceituoso dizendo que jamais namoraria uma menina que gosta de heavy metal. Eu fiquei indignada, claro, e respondi a altura – fui educada mas meio sarcastica confesso.

    No dia seguinte vesti minha camiseta do Iron Maiden velha de guerra e fui para escola – ainda sofrendo de reflexos de indignacao.
    Hoje eu conheci a namorada do rapaz ai entao eu entendi pq ele nao esta preparado para uma mulher que gosta de boa musica! ra’!

    Em tempo, meu namorado aprecia a boa musica, jazz, blues, rock.
    Este sim ‘e pra casar!
    bjs,

    Tati

    • Palavra de Homem disse:

      Oi Tati,

      mas você tem um ótimo gosto, a gente já sabia disso… 🙂 Concordo que não precisa ter o mesmo gosto, apenas 97,35%… Bjs! F.

  9. Cristiano disse:

    Grande Felipe

    Certo tempo que nao entro no blog, agora que estou de ferias irei colocar a leitura em dia, e que saudade disso.

    Texto excelente, tenho um gosto musical um tanto parecido com o seu, do Heavy Metal ao jazz, quem, ao menos uma vez tocou em uma banda, por menor que ela fosse, torna-se um tanto exigente, repara em cada melodia, cada nota, enfim, sou assim, um apaixonado por musica, poucas coisas consigo fazer sem estar ouvindo ou cantarolando algo. Tive a sorte de encontrar uma garota que, embora ela discorde disso, julgo ter bom gosto, tambem nao aguentaria ficar em um ambiente tocando sertanejo ou forro por muito tempo, a deixaria a vontade para curtir essas coisas, mas nao terminaria um relacionamento por isso, ate pq buscaria algo que compensasse esse, vamos assim dizer, deficit de bom gosto, em outras coisas, sei la, da mesma forma que nao iniciaria um relacionamento apenas pelo gosto musical de alguem, tambem nao terminaria, creio que ha mais qualidades e defeitos a serem analisados antes de se iniciar um relacionamento serio. Ter um gosto musical semelhante, ajuda sim, mas para mim nao eh o pre requisito basico.

    Grande abraco
    Cristiano Nunes

    • Palavra de Homem disse:

      Grande Cristiano,

      valeu pelo comentário e pela volta ao blog. Gosto musical ajuda, mas também não é pré-requisito básico. O pré-requisito é gostar da gente, né? 🙂 Abs, F.

      • Cristiano disse:

        Haha

        Eh isso ai, e ter paciencia, afinal, nao eh qualquer uma que vai gostar de acordar em um sabado pela manha e logo em seguida ter que ouvir Dream Theater ou Metallica. Ou entao aguentar um guitarrista desajeitado como eu tentando tocar algo. Tem que gostar muito.

        Abracoo

        • Palavra de Homem disse:

          Cristiano,

          Metallica e Dream Theater pela manhã? Só de for ‘Nothing Else Matters’ e ‘Another Day’… Abs, F.

  10. Luiza disse:

    Penso exatamente como você. Não acho que seja “sorte” ou “coincidência” o fato de todos os meus ex-namorados terem o gosto musical compatível com o meu. A verdade é que eu não consigo me imaginar em um relacionamento com alguém que não seja tão apaixonado por música quanto eu. Claro que não precisa ouvir exatamente as mesmas bandas… ser viciado em AC/DC não é obrigatório – mas é recomendável. 🙂

    Correndo o risco de soar um tanto arrogante, acho que eu nem me sentiria atraída por alguém de gosto musical tão díspar. Fisicamente, talvez. Mas daí a virar um relacionamento… impossível.

    Li seu texto sobre a tribo dos neutros e concordo 100% também. O que você chama de neutros, eu costumo chamar de genéricos. É aquela gente que diz que “gosta de tudo” – e às vezes ainda faz aquela velha ressalva: “menos de rock pesado/paulera” (quem fala “rock pesado/paulera”, então, tem é que ficar falando sozinho/a). Isso não é ser eclético, é não ter opinião. Quem diz gostar “de tudo”, na verdade, gosta de qualquer coisa. O problema maior é que uma pessoa genérica nunca é genérica apenas no gosto musical, mas em todos os âmbitos: não tem banda do coração, escritor favorito, filme da vida, posição política… não tem opinião formada sobre nada. Só segue o fluxo.

    • Palavra de Homem disse:

      Luiza,

      Adorei seu comentário! Volte sempre. Neutros são bem-vindos, mas pessoas com opiniões formadas são sempre ótimas companhias. Bjs! F.

      • Luiza disse:

        Obrigada pelas recepção, Felipe! Deu pra perceber que eu sou nova por aqui? Vim parar no blog googlando o Viper, queria saber que fim (ou não) tinha levado – sou fã dazantiga, mas parei depois do Coma Rage. Outro dia tirei o pó de uns discos velhos e agora ando ouvindo Viper sem parar, como se fosse 1992.

        Enfim, tudo isso pra “justificar” o fato de eu só ter conhecido o seu blog agora. Mas antes tarde do que mais tarde, né? Adorei a descoberta e vou começar a freqüentar (beijo, trema!). Passei um bom tempo lendo os arquivos antigos ontem e me segurei pra não comentar em todos. Vale “desenterrar” texto? 🙂

        • Palavra de Homem disse:

          Oi Luiza,

          mas é claro que você é bem-vinda, pode comentar em qualquer texto! Coma rage gonna rise everyday. Valeu! F.

    • isabelita disse:

      “Correndo o risco de soar um tanto arrogante, acho que eu nem me sentiria atraída por alguém de gosto musical tão díspar. Fisicamente, talvez. Mas daí a virar um relacionamento… impossível.”

      Falou TUDO, Luiza. Passei por isso recentemente – eu disse que ia ao show do Slayer e o cidadão perguntou “quem??”… fui e não voltei mais. =)

      E realmente, pior do que alguém com gosto incompatível é alguém sem gosto nenhum. Insípido, incolor e inodoro.

  11. Rodrigo disse:

    Uma chave importante em qualquer relacionamento é a tolerância. O problema é que muita gente confundi tolerância com aceitação.
    Acho importante fazer certos “sacrifícios” se eles simbolizam algo importante para a pessoa que amamos e muitas vezes essas experiências acabam se transformando em belos momentos! Mas inserir algo que não gostamos em nossas rotinas, do gênero chegar em casa todo dia e fazer do ouvido um pinico, aí já estamos idealizando demais imaginando que o amor basta para superar qualquer barreira. Basta o escambal! Relacionamento forçado tá fadado ao fracasso, mesmo se tratando da Gisele Bündchen… (agente até faz um esforço, mas num dá não!)

  12. Livia Raquel disse:

    Oi Felipe!!!!!

    Mesmo atrasada, PARABÉNS por esse belo espaço, adorei.

    E também adorei seu texto, concordo com tudo.
    Hoje, tenho a sorte de ter alguém do meu lado que ama rock tanto quanto eu, até mais, para dizer a verdade. É uma delícia irmos aos shows juntos, do Iron as bandas cover que nos confortam na ausência das originais, kkk.
    Além de também rolar a confiança e compreensão quando um de nós esta impossibilitado de ir e o outro vai sozinho.

    Roqueiros são os melhores!!!!!!!

    Beijos

  13. Henrique disse:

    Uma vez eu larguei uma cidadã sozinha na mesa de um bar porque começou a tocar uma música do Djavan, que eu detesto, e ela não só franziu a testa com aquele atitude de “ai como eu sofro” muito peculiar à MPB, como também começou a cantarolar “nem que eu bebesse o mar…”

    Foi muito pra mim. Saber a letra inteira de uma música do Djavan, do Chico, do Milton Nascimento etc derruba qualquer romance.

    • Palavra de Homem disse:

      Grande Jabali,

      Merecido! Djavan já é demais… Abs, F.

    • ana luiza disse:

      me desculpe mas as músicas de djavan e chico buarque nao é todo mundo que entende.
      Exige do ouvinte saber interpretar a letra.
      agora se nao sabe interpretar, ou falta inteligencia ou faltou muito as aulas de lingua portuguesa.

  14. NopSnot disse:

    Meu último namoro existiram (acho!!! hehhe) alguns outros motivos, mas um grande era o de que ela (que não curtia nada de rock / heavy) não gostava e pedia pra não tocar esse tipo de som no carro… com o tempo acaba ficando chato (mesmo conversando a gente sabe que a outra pessoa não tá gostando né…). Massa seu texto F.! Abraço!

  15. NopSnot disse:

    Ops… olha o portugues –> “Em meu último namoro…”.
    Bom corrigir!

    Valeu!

  16. Conheço uma pessoa que é fã de Claudia Leitte e Babado Novo. Mas não vou dizer quem é.

  17. Jasão disse:

    Eu já vi muitos casais com gostos diferentes, mas sempre é o homem o qual tem o mal gosto musical (a esposa ou namorada é a quem tem bom gosto, curte rock, metal, MPB, blues e jazz, e o namorado ou marido curte axé, funk carioca, pagode, axé, forró, arrocha e sertanejo universitário). Nunca vi o oposto, sendo a mulher com o mal gosto no casal. Penso que os caras que curtem rock só querem se relacionar com rockeiras, daí por escolherem demais, acabam ficando sozinhos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *