Burning Man e a festa mais louca que fui na vida

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Burning Man e a festa mais louca que fui na vida

Se a festa para celebrar o Burning Man foi louca, imagine a loucura que não foi o próprio Burning Man

Se a festa para celebrar o Burning Man foi louca, imagine a loucura que não foi o próprio Burning Man

Todo ano, durante uma semana, trinta mil malucos se reúnem no deserto de Nevada, nos Estados Unidos, para se livrar dos maus espíritos. O festival se chama Burning Man e é exatamente isso que eles fazem: queimam um homem. Calma, não é um ritual de magia negra. Numa fogueira gigante, é queimado um boneco que simboliza seu lado negro, seu chefe, sua ex-mulher ou qualquer outra pessoa de quem você queira se livrar.

Como se não bastasse uma semana no meio do deserto, essa turma ainda promove festas para reencontrar o pessoal e comemorar o seu novo ‘eu’. Fui parar numa dessas festas na minha última passagem por Nova York.

Tudo começou quando passei na casa de um amigo brasileiro para tomar umas cervejas. Ele tinha convites e perguntou se eu gostaria de ir à festa. Como isso é o mesmo que perguntar a um leão se ele gostaria de jantar uma zebra, aceitei na hora. Outros amigos começaram a chegar. Como éramos oito pessoas e a festa era longe, em vez de pegar dois táxis fizemos o óbvio: contratamos uma limusine.

Confesso que foi minha primeira vez, e confesso também que pretendo andar de limusine com muito mais frequência. Não sei se existem muitas coisas na vida melhores do que tomar longos goles de champanhe ouvindo rock and roll em uma limusine a caminho de um festão em Nova York.

Chegamos às onze e o local já estava lotado. Só aí é que percebi que a festa era em um hangar, com alguns aviões particulares em volta. Perguntei para o meu amigo por que ele não me avisou que a festa era à fantasia e ele me respondeu simplesmente que vestir roupas loucas e perucas coloridas era algo comum no Burning Man. Algumas pessoas, inclusive, nem se preocuparam com essa besteira toda de roupa e foram bem à vontade… nus.

Além das pistas de dança e das pessoas fazendo tatuagens, havia grupos de flautistas peruanos, corrida de carrinhos de bate-bate, performances de acrobatas do leste europeu, ou seja, tudo aquilo que a gente está acostumado a ver no dia a dia.

Na hora de ir embora, me perdi da turma e tive que pegar o transporte gratuito que levava os convidados da festa de volta para casa. O dia estava nascendo quando um bando de loucos (entre eles, eu) entrou cantando em um ônibus escolar. Percebi então que aquela era a festa mais louca que eu já havia estado em toda a minha vida.

No dia seguinte, mesmo sofrendo com a ressaca e sem saber se tudo aquilo tinha mesmo acontecido, me senti feliz, muito feliz. É incrível, mas parece que essa história toda de se livrar dos maus espíritos funciona.

12 Comentários

  1. Juliana disse:

    Felipe,
    posso imaginar a festa de arromba!
    Mas não deu um pouco de medo?
    Sei lá.
    Uma vez em Paris, fui a uma festa deste tipo e fiquei meio apavorada com a loucura das pessoas.
    Fiquei com medo de colocarem alguma coisa no meu copo, de comer alguma coisa com alguma coisa a mais…
    Mas acho que para os homens é é diferente, né?
    Só andar de limu tomando champã já é um programão.
    Beijos.
    Você estava deslumbrante no Jô.
    Vi no dia e aqui. Valeu super!

  2. robert disse:

    engraçado esse jornalismo que quer parecer ao mesmo tempo descolado e politicamente correto.

    pq nao falar do tanto de pó e ácido q rolou na festa também, puritano?

  3. Damaris disse:

    Cara,
    preciso urgente de uma festa dessa para me livrar dos maus espiritos e de uma limusine, champanhe é convidativo, mas preferiria uma cerveja..rs

    Parabéns seu blog me inspira.
    Abraços.

  4. Soldier disse:

    Somebody put something in my drink!!!!!

  5. Gabriel disse:

    omitir fatos que para qualquer pessoa são óbvias e ainda assim insistir em escrever sobre o evento, frisando sua insanidade, realmente é incoerente

  6. Tony disse:

    fui a festa também, fiquei tão louco que nem sei se vou repetir.

    Aliás, faço isso por aqui mesmo, frequentemente.

  7. flexa disse:

    cada bolha que me aparece…. tem gente que tem lint no umbigo mesmo.
    Grande party – pena ter que ler os comments desses babacas ai em cima.

  8. Diogo disse:

    Grande Felipe!
    Se você ainda se lembra, sou o Diogo, batera do Cruciform, o único cara que rejeitou tocar no Viper (será?) quando a banda estava explodindo (tem explicação a loucura, um dia a gente consegue sentar e falar disso)…
    Pôxa cara, parabéns pelo trabalho no Estadão, pelo blog, pelo estilo quase gonzo, e também pela entrevista no Jô.
    Assisti aqui em Berlim, onde moro agora.
    Continuo fã.

  9. CRISS disse:

    Felipe……

    …..”é o mesmo que perguntar a um leão se ele gostaria de jantar uma zebra,….” ??????

    Cara, vai assistir MADAGASCAR !

  10. Anônimo disse:

    Criss!

    É isso mesmo! Você acertou exatamente de onde eu tirei essa frase… (filha pequena é isso aí, já vi o filme umas 435 vezes) Bjs, F.

  11. Lola disse:

    hahahahahah eu também pensei em Madagascar quando li essa frase!
    Mas não sou mãe – ainda…

  12. Grazi disse:

    Olá
    As suas experiências mtas vezes me faz imaginar a cena, o local e acabo viajando. Vc consegue envolver o leitor. Bjks e parabéns pela entrevista no Jô. Adorei.

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